
8. ESPELHO
Voz - Raquel Sousa . Maquinarias - Simão Valinho. Vibrafone / Voz - Lígia Lebreiro . Letra - Carlos da Cunha
Da abstração do espelho
onde ficou a amada,
gestos, sorriso, olhares,
raiva ou soluços
— nada resta além do perfume
violento das violetas
que, às noites, sublevava
as suas tranças pretas.
Mas quando a dor
Tomou a forma
De uma lágrima
Enorme,
Baça,
Cheia
Das que ela tinha ainda por chorar.
— Escrevi o seu nome numa pedra,
Que tremeu como um véu sobre o seu rosto.
